terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Estamos em século vinte e um, mas por baixo dos lençóis continuamos na idade média, nos anos 50 como quiserem. Para além do avanço da medicina e da tecnologia o que é que realmente mudou?
Parece-me que por entre o pó de arroz e a ilusão de inovação a escravatura continua enraizada na nossa cultura e mais grave presa nas mentalidades.
Se excluirmos o ya, o bué e o fixe não há grandes diferenças.
A mulher continua embora por opção a suposta fada do lar que trata dos filhos e escolhe a roupa ao marido.
O homem bebe, fuma, vê o seu futebol chega a casa e bate na mulher no dia seguinte arrepende-se amargamente e compra-lhe uma rosa, ela perdoa-o e vive em plena submissão sem um único pingo de auto estima, totalmente carente e desesperada por carinho.
Na verdade continuam sem ser agredidas ou não, isso agora não é relevante, o que quero frisar é que a vassalagem mulher homem é a mesma com um pouco mais de tinta em cima, mas é igual.
Antigamente os homens pareciam verdadeiros animais cuja intenção era acasalar com a sua presa (mulher) e agora é o suposto café ou jantar não é o mesmo acto de forma recatada? Não tenho com isso nenhuma aversão aos homens e não digo isto em relação a todos, mas é a ideia pré concebida que existe.
Acho que vivemos numa enorme hipocrisia.
Famílias felizes devotas a um Deus por aparência e que estragam a vida dos filhos. Homens mal amados, mulheres mal amadas.
Medos de se assumirem como são, valores pré concebidos, pré fabricados, escravos da expectativa, da culpa e que se deixam armadilhar com a ilusão que está tudo bem, que é assim.

1 comentário:

  1. Não penses que não és lida por não teres comentários. Os portugas ainda não entraram bem nesta cultura do diálogo online. Tenho esse problema no meu blogue. Comentam pessoalmente, por vezes mandam-me e-mails, mas pôr a cabeça de fora e comentar, tá quieto!
    Tenho a certeza que és lida por uma mão-cheia de pessoas. O desenvolvimento do teu pensamento, lido nos teus textos, é um espectáculo lento, complexo e belo, como o desabrochar de uma flor.
    Sobre o assunto concreto hoje não digo nada, senão nunca mais me calava. Toma lá um abraço e continua, que eu gosto.
    (Podia dizer-te isto pessoalmente, mas estou a comentar, para dar o exemplo.)

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