sábado, 27 de fevereiro de 2010

Dúvidas

Ser quem quisermos está apenas nas nossas mãos, mas isso não quer dizer que seja necessariamente fácil, acho que 23 anos talvez seja um pouco a idade do armário, ainda não somos exactamente adultos mas também já não somos exactamente adolescentes, é assim um meio termo, pelo menos é como me sinto. Também sou suspeita pois penso que as minhas fases vieram todas fora do tempo...tenho que arranjar novos temas para escrever, porque penso que me estou a tornar um pouco repetitiva, mas hoje não tenho nada em especial para escrever, nem do que falar, é um daqueles dias que me apetece apenas escrever, à quem lhe apeteça apenas falar é igual, talvez me sinta um pouco sozinha, a uma determinada altura todos sentimos não é verdade?mas também não quero estar com ninguém, não é a esse "sozinha" que me refiro, mas uma espécie de solidão de ideias, talvez...falta de novidades penso que é o termo mais correcto, é tudo o mesmo nada acontece de novo.Acho que estou um pouco saturada das mesmas rotinas, das mesmas pessoas, dos mesmos cenários todos os dias, o céu é sempre o mesmo não à nada de entusiasmante, assim algo de surpreendente um marciano a cair da lua também era engraçado.Falta um pouco de mais intensidade na minha tela, mas em breve devo descobrir cores novas.De resto não tenho nada para contar, estou grata com a vida que tenho, embora muitas vezes o meu rosto não o transpareça sou muito feliz , tenho a vida que quero ter e que à muito procurava, às vezes até sou um pouco ingrata pois não me falta nada e mais sorte que a que tenho acho que era impossível, mas sem me queixar, apenas comentando falta alguma adrenalina.Nunca senti necessidade de a ter, mas parece que à sempre uma altura para tudo.Ver coisas novas, sentir outras emoções, ter outras experiências. Paris já me apetece voltar...Quando pisei pela primeira vez numa cidade desconhecida senti exactamente aquilo que preciso de sentir, gente a andar nas ruas, outro andamento, nesse dia apercebi-me que apesar de os estímulos serem mais que muitos e a informação correr pela minha cabeça, tipo roda giratória que pode ser bastante fascinante e que o contacto visual que me obriguei a fazer e que já consigo manter é uma novidade muito interessante de explorar. mas também gostava de sentir estas sensações, esta emoção, esta adrenalina sem ter que sair do pais, dava algum jeito.Quando tive em Paris acho que o ar que respirava era adrenalina, pelo menos o meu coração não parava quieto, uma ânsia de ver mais, de ver tudo, de andar, de sentir.Simplesmente fantástico...Foi o inicio de uma grande viagem...mal posso esperar pela próxima...pegar numa mochila e ir, simplesmete ir à descoberta de algo nunca antes visto, sentido...

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