terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Hoje é um daqueles dias em que olho para trás e faço uma reflexão de tudo, é novamente um dia em que agradeço por estar aqui, a pessoa que eu era há dois anos atrás deixou de existir e foi-se transformando noutra, que certamente amanhã será diferente de hoje.
A verdade é que nos prendemos muitas vezes num labirinto sem saída, (achamos nós que não temos) porque na realidade a saída somos nós que a construímos.
Estava presa num ambiente hostil, mas mais do que estar presa num ambiente hostil, era estar presa dentro de mim, prisioneira do meu cérebro, escrava dos meus pensamentos e dependente dos caminhos fáceis. Sair da nossa zona de conforto não é exactamente a tarefa mais fácil, mas a maior parte das vezes viver na nossa zona de conforto é uma ilusão de felicidade, pois não estamos bem ali, estamos é tão cegamente acomodados que desistimos de lutar e seguir o desconhecido, temer as consequências e andar num limbo em que não sabemos se dizemos sim ou não. A verdade é que enquanto vivi na minha zona de conforto, era uma alma angustiada que vivia num corpo ambulante à deriva, também não sabia exactamente que havia outras formas de vida, lembro-me de pensar quando era mais nova que ter uma casa com gritos era normal e estar doente constantemente era natural, ter um pai a maltratar a mãe psicologicamente todos os dias e a mulher desempenhar o papel de vítima e de escrava do lar e de si mesma era natural e que uma mãe não defender as filhas era mesmo assim, na realidade quando cresci um pouco mais apercebi-me que aquela casa estava ao contrário e que dentro de uma vida existem mil mais.
Hoje tenho 23 anos e aos 20 descobri que a vida podia ser minha, que o comando me pertencia e que eu pintava a minha própria tela, desde o dia em que o meu coração escolheu outra mãe iniciei uma viagem do zero, em caminhos desconhecidos, sem bagagem apenas com a certeza que hoje estou realmente viva e não apenas aqui sem saber porquê.
Obrigada Mãe por me mostrares e ensinares todos os dias que tudo é possivel.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Olá!apesar de ninguém me estar a ouvir, ou mais precisamente a ler, vou colocar esta questão à mesma, hoje quando se levantaram da cama o que sentiram? alegria, tristeza, sono, chateados por irem trabalhar ou contentes? eu senti algo que não é muito frequente felicidade, feliz por estar aqui.Hoje quando abri os olhos agredeci pela vida que tenho e apercebi-me o quanto sou preveligiada e o quanto é bom viver.
Talvez porque ontem quando estava a passear em lisboa tenha visto três sem abrigos deitados no chão ao frio e à chuva, mas mais importante que um lar é liberdade e eu tenho a sorte de ser livre.Penso que os meus fantasmas estão aprender a voar, e eu talvez a descomplicar. Tudo tornou-se simples e claro, devo ter sofrido uma clonagem ou algo do género,mas é verdade.Eu tenho tudo,ontem enquanto a chuva dançava sobre o meu corpo apercebi-me o quanto sou feliz.Temos que valorizar o que temos, um dia de amanhã é incerto e não é justo não ficarmos contentes pelo que temos. Tirando algumas coisas que ambiciono para o meu futuro, alguns sonhos que gostava de realizar e hei de o fazer se trabalhar para isso, não mudava a minha vida em mais nada.Hoje estou simplesmente feliz, e penso que é importante frizar. Quando estamos tristes, amargurados, angústiados ou com algum problema, queixamo-nos, lamentamo-nos, desabafamos, escrevemos acerca do assunto, mas e quando estamos felizes? penso que passa um pouco ao lado, quando deveria ser o oposto.Just be happy!preocupa-te mas sê feliz ao mesmo tempo!(esta frase é para mim mesma, mas acho que ando num bom caminho)....

domingo, 3 de janeiro de 2010

Nada está garantido

Num sopro pode-se perder o infinito...
Num sopro encontrei-te, num sopro encontrei-me,
Num sopro perdi-te, num sopro perdi-me, num sopro regressei!

Viver

Anjo da morte não me leves ainda, agora que comecei a viver!
Meu corpo têm 80 anos de existência, mas só ontem minha alma nasceu.
Anjo da morte não me leve ainda, não agora que ia finalmente ver.
Fui um corpo cego que andava à deriva e hoje que meus olhos vivem, estou de partida!

Consciência

É tempo de dizer não, Lua é tempo de dizer não.
Terra é tempo de dizer chega!
É tempo de uma nova era.
Seres racionais é tempo de perdoar
É tempo de dar, é tempo de amar.
Mar é tempo de nascer, é tempo de construir
Ar é tempo de aceitar o infinito
Guerra é tempo de baixar as armas.
Mundo é tempo de rir, é tempo de partilhar.
Coração é tempo de corrigir, é tempo de iluminar.
Alma é tempo de aprender, é tempo de sentir
Natureza é tempo de acreditar, é tempo de não desistir
Animais é tempo de falar, fadas é tempo de viver!
Tempo é tempo de acordar e de nos unir!
Quanto mais tempo é preciso para vermos o não visto?
Sentir sem os olhos e ver que nos andamos a destruir...
Eu vivi parte do tempo em desperdício, cheia de medos, preocupações e sentimentos de culpa, fui provocando em mim uma avalanche de angústias.
É tempo de enfrentar a cabeça, é tempo de agradecer a vida maravilhosa que tenho e não quero perder.
É tempo de recomeçar!

Invasão

Perdi a arma no meio da noite, no meio do mato a minha arma foi roubada. Corro por entre os arbustos, na esperança de ser um fantasma apenas por alguns segundos. Homens brancos, não me vejam, ouço passos, alguém se aproxima é um batalhão de soldados a correr. Que procuram? Tesouros escondidos no chão.
Hoje mataram a minha fada, a floresta caiu e eu perdi a minha arma.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Sentimento

Não me digas que não, por favor não rasgues o meu livro.
Lê meu pensamento e escreve-me um artigo.
Diz-me que não a tudo que quiseres, mas por favor não digas que não me queres ler. Talvez seja um caderno usado, folhas de rascunho sem sabor, talvez nem a lua veja as minhas sílabas, mas eu sei que tu as vês.
Não me digas palavras cruéis se não as sentires, por favor não me espetes facas com a boca. Minha alma não aguenta tal tortura. Diz-me apenas o que sentes ou minha mente fica confusa.
Sei que sou por vezes uma tempestade muda que rouba palavras ao vento e se esconde numa mera página. Com um rasgão te puxo, com um ponto de interrogação deixo-te à defesa. Sou um bicho estranho cujo medo é ser um peso para ti.
Diz-me o que sentes, diz-me não, mas por favor não digas que não me queres ler.

Sentidos

Longe caminho, distante coração que me separa da visão.
Cega estou!Sinto a estrada mas não vejo nada.
Cheiro a alegria mas não a enxergo, toco no desespero, abraço a tua essência mas meus olhos nada vêem.

Importância

Toque sublime, rosto fugaz, palavras ferozes que me tiram do lugar. Tua boca é um furacão ou um vulcão em erupção.
Tuas sílabas podem matar alguns neurónios dos seres comuns, arrasar qualquer um que invada o teu lugar.
Quando sentes perigo o vento mexe, a maré fica agitada, a lava acende e todos os teus sentidos abraçam a natureza, deixando a lua em alerta. Quando a tempestade pára em ti paira a calma, teu olhar cura mundos perdidos, encontra seres escondidos e teu corpo abraça corações feridos que andam à deriva no ar.

Exigências

Toca pé, toca pé na bateria
Falta-te a mão?
As mãos? Não as tenho, não.
Então, toca pé na bateria
Meus pés estão cansados, precisam de dormir.
Então, canta voz, canta voz, quero-te ouvir!
A minha voz é muda, as palavras em minha boca não sabem dançar.
Então, mexe-te corpo, mexe-te corpo, quero ver-te
Meu corpo é pintado não se sabe mexer
Então, toca pé, toca pé na bateria...
Meus pés não são músicos, apenas sabem escrever.

Vícios

Meus pés? Meus pés?
Onde estão? Para onde levaram os meus pés?
No carro estava sentado, quando o álcool passou o sinal vermelho,
Chocou contra mim.
Eu estava apenas sentado, e agora?
Estou deitado, sem os pés perto de mim.
Ontem dançava na vida,
Hoje,o que sou?
Um enjeitado cujo a bebida me deixou sem saída.

Intolerância

Caído no chão não vês?
As mãos não mexem na terra
O pé não se vê.
Caído no chão, não vês?
Cabeça sem ideias
Corpo vazio
Coração sem bater
Estou caído no chão e tu?
Não vês?
Morto?
Talvez...
Estou caído no chão e tu não vês.

olá, de novo!

hoje partilho alguns pensamentos, ideias. não são exactamente poemas,pois ainda não os sei escrever. Não sou poeta, nem escritora embora gostasse de ser. Apenas escrevo o que sinto.Escrever é como nascer.As palavras ganham vida e derrepente estamos num mundo diferente.Peço desculpa se o meus textos a seguir, imitaçoes de poemas ou apenas ideias tiverem algum erro ortografico,gramatical ou de pontuaçao.