Não me digas que não, por favor não rasgues o meu livro.
Lê meu pensamento e escreve-me um artigo.
Diz-me que não a tudo que quiseres, mas por favor não digas que não me queres ler. Talvez seja um caderno usado, folhas de rascunho sem sabor, talvez nem a lua veja as minhas sílabas, mas eu sei que tu as vês.
Não me digas palavras cruéis se não as sentires, por favor não me espetes facas com a boca. Minha alma não aguenta tal tortura. Diz-me apenas o que sentes ou minha mente fica confusa.
Sei que sou por vezes uma tempestade muda que rouba palavras ao vento e se esconde numa mera página. Com um rasgão te puxo, com um ponto de interrogação deixo-te à defesa. Sou um bicho estranho cujo medo é ser um peso para ti.
Diz-me o que sentes, diz-me não, mas por favor não digas que não me queres ler.
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